quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um saber desnecessário.


Saudações psicopáticas, ordinários!

Um dia diferente atípico demais para o universo de um maluco. Sob supervisão médica, fui liberado a visitar minha querida avó filósofa, já em seu leito de morte, e aniversariando. Do cheiro da casa até a cadeira de balanço no quintal, tudo flavoriza história. Inclusive, dos meus vinte e poucos anos. Depois da velhinha dar uns bons tragos do seu cachimbo, ela se sentiu feliz, leve, viva de novo. E como não haveria de ser diferente, as mãos do destino a levaram poucos minutos depois. Antes de partir, ela solta mais um de seus doces pensamentos: "Tanto tempo respirando ar puro, e justo a fumaça que evitei me entregou a paz de volta..."

Isso foi explêndido aos meus olhos.

A implacabilidade do tempo derrota-nos dia a dia, e passamos uma grandiosa parcela da vida prolongando nossas unidades temporais. Diga não às drogas e inúmeras tantas campanhas publicitárias lavam os cérebros contra aquilo que vamos inexoravelmente ao encontro - a morte. Então de que serve uma vida santa, purificada e limpa, se até na hora da morte, nossa senhora roga pelos pecadores, se arrependidos de coração? Talvez até o amor sendo um vício, seria mal visto. E mesmo assim, antes fosse um vício, mas não é. Há quem diga que se o estupro é inevitável, relaxa e goza. Mas não há gozo sem libido. O que nos é empurrado goela abaixo, é asqueiroso, causa náuseas.

Conselho - a vida não é um mistério, é uma unidade de tempo. Não há o que pensar. Quanto mais pensamos, mais vidas se perdem buscando respostas.

Um aperto de ouvido, estranhos!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A prosopopéia da auto-crítica


Saudações, refratários!

Há dias que a nossa mente nos torna supremos. Hoje foi um dia desses.

Recebi uma visita, de alguém que tinha partido. Alguém que por tempos eu fiz intensamente feliz. E mesmo assim, era um fardo pesado demais. As pessoas falam energumenamente "segue a tua vida". Como seguir a vida, sem ter ao menos motivos para partir? Caminhar sem meta é navegar à deriva. Um dia os nutrientes da tua existencia se esgotam, e a vida se extingue. E este alguém jamais me deu esse motivo. Insitentemente nesta pergunta por anos, ela me disse: "você é bom demais". Tomei um bromazepam e fui dormir, depois dessa.

Aquilo me soou como uma bomba atômica. E das fortes.

Por ser bom demais se paga um preço? Talves. Quando se geram expectativas, sim.

Expectativa é a espera da reciprocidade. Ser bom, inclui também ter um bom coração. E um bom coração, é livre. Independe de um feedback alheio para ser feliz. Quando cobrei aquilo que julguei merecer, ela não conseguiu me alcançar.Desistiu e se foi. Existe a névoa da culpa em todas as direções. Mas talvez a maior delas, em mim.

É desumano imputar a terceiros a responsabilidade pela própria felicidade. É pesado ser a cura, a etiologia, a proteção e o que mais for necessário ser á quem amamos. E mais pesado ainda é ter tanta dívida a ser reembolsada. Então de que adianta ser o melhor?

Adianta em evitar que sofram por tua causa; que culpemos a humanidade pela dor das próprias desgraças; que sejamos simplesmente esquecidos, como reles quaisqueres sem qualquer legado; que sejamos terráqueos demais, ao invés de seres mais próximos das estrelas; a carregar consigo as prerrogativas da evolução e da felicidade. O que falta?

Um bom coração. Forte, vivo, perseverante, amante...e livre. Nascemos completamente independentes uns dos outros. Temos mãos, pernas, sem faltar nada. Somos completos de maneira inata, embriológica, genética e até espiritual o suficiente para caminharmos. Cada qual que entra em nós, nos complementa, replementa, suplementa. É sempre um algo a ser muito mais. Mas não é vital. Não é o destino dos outros que nos façam felizes. É dentro de cada um de nós. E este foi meu erro. Fui o melhor, mas um coração geminado, dependente. Eis o meu motivo.

Nem a frente, nem atrás, nem pisando ou qualquer direção que nao seja ao lado.

Quando compreendemos a causa dos fatos, conseguimos seguir em frente. Por mais que o caminho seja curto quando nos perdemos, as coisas nunca ficam para trás, quando não tem porque ficarem. As razões são as boas sementes que ficam plantadas em nós, em prol de um crescimento grandioso em direção ao futuro, quebrando as correntes do passado.

Quando nao te dão um bom motivo, procure-o. Em todas as direções. Ninguém é bom o suficiente para nao ter falhado um dia.

E honestamente. A sensação de liberdade é indescritível.

É hora de quebrar as correntes, não?

Um abraço milo-hióideo, companheiros!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Provérbios implícitos sobre os guerreiros da luz...


Saudações circadianas, amigos!

Andei nostálgico nos últimos dias. Tanto que sem perceber, me peguei lacrimejando sobre as fotogradias da universidade. Certamente, bons tempos. Despreocupação, descompromisso, libertinagem confrontavam com grandes amizades, festividades e amores que até então persistem nas minhas mais tenras luzes memoriais. Me deparei com a fotografia de um desses amores, quiçá, o maior deles. Um amigo, e sua ex. Para ser honesto, a motivação que me trouxe a este recinto. Eu nunca consegui compreender um dos seus maiores problemas - a cegueira. Não, ela não era cega. Apesar de sua anatomia e função ocular serem normais, ela teve uma imensa dificuldade de enxergar o que era melhor para ela. Sempre trocado por algo aparentemente melhor, e no outro dia destrocado porque a verdade sempre dizia: "nossa...como eu sou burra de ter trocado...", dia pós dia, meu amigo foi se matando, e o meu cérebro foi enovelando-se até dar um nó de marinheiro, que nunca mais desatou.

A fotografia me foi inspiradora. Eis-me cá.

A capacidade humana de realizar investimentos de risco é catastrófica. Ser feliz se tornou um problema social, ao invés de uma meta vitalícia. Como se a vida tivesse seu final iminente a cada segundo, as pessoas a engolem até se engasgar e vomitar tudo. E só depois do trauma, que volta a consciência. É patético.

Já não basta ser bom, leal, companheiro, fiel, amável, amoroso. Ser tanto significa ser bom demais pra ser verdade, dado que sempre existirá um refratário que jorra as próprias fezes no ventilador, sujando todos ao seu redor. Eis a causa do problema - o(a) idiota. Aquele(a) que fez você ter uma noite maravilhosa, e que no outro dia esqueceu até a cor dos seus pêlos pubianos. Será a maior marca da sua vida, e vai governar sua inteligência emocional até o dia que você ler este texto, ou morrer em solidão relembrando de todas as chances que teve para ser feliz, e dispensou em prol de defender um pensamento falho e ultrapassado.

É um Jesus Cristo às avessas, dado que ele fode a humanidade alisando o próprio ego (ou alter-ego, se julgarmos pela falta de verdade em seus pensamentos). Depois dele, já não vale a pena se envolver, se entregar, se apaixonar, voar alto, chorar de saudade, cair, se reerguer e se tornar mais forte do que nunca. Pois todos os seus semelhantes não prestam. È a verdade absoluta recriada sobre um fato isolado, o que constitui uma péssima metodologia para se definir os rumos da vida.

Como em um ciclo interminável, a decepção nos bons corações desligados de uma forte ideologia os corrompe, e os transmuta em covardes. Sim, covardes, pois perderam a fé que pelos bons caminhos se chega à felicidade, e acabam optando por um caminho simplório e superficial. Sem coração, nem paixão. Apenas tesão. E a felicidade ali, bem ao lado, minguando até definhar.

É sim. Aquele (a) bonzinho (a). Que outrora morreria para lhe ver sorrir. Que daria o coração por uma só chance. Aquele sonho de adolescente que abandonou porque era distante demais, ou talves a vida já se tornara tão amarga que não valia a pena sequer arriscar. O coração batendo forte de anseio por conhecer um mundo lá fora, e você perdido (a) no pensamento racionalista de nao trocar o certo pelo duvidoso, sem perceber que o duvidoso é morrer dentro das bolhas que criamos, sem jamais ter arriscado.

É claro que isso também tem limite. O coração humano é enganoso. Recria ilusões para evitar que o corpo sofra. Qualquer gesto parece só amor aos olhos de um coração apaixonado. Mas sabemos a verdade dos fatos. Sempre sabemos.

E superego também tem limite. O cérebro humano é seguro. Tanto que não se arrisca. É incapaz de dar um passo a frente, sem sentir bem o chão que pisa, calcular a quantidade de peso que ele aguenta, dentre outras variáveis. Se um não for satisfeita, o corpo nao caminha.

Talves esta seja a maior dúvida do ser humano. Ter um dom divino se confrontando com a humanidade dos sentimentos. Então, depois de um grande pensar, conclui-se que "enquanto um segura, o outro bate" !

Sim, este é o caminho. Calcular os riscos, devagar, ponderado, e se arriscar, se houver uma única chance. Para quem luta com afinco, o objetivo se torna uma questão de tempo. Uma forte ideologia é capaz de atropelar qualquer decepção, em prol de manter vivo um sonho.

Então, se dê uma chance de ser feliz. Olhe bem ao teu lado, e veja nos olhos de quem te ama o desejo por te fazer feliz. Arregace as mangas, e vá ao trabalho. Veja dentro de si as próprias falhas, sem culpar a humanidade pela própria decepção, ou criar teorias plurais sobre o sexo dos anjos, e tome os caminhos que o seu pensar sempre disse serem os corretos. Só desista daquilo que um dia já teve, e descobriu que não lhe convém, sem abandonar o mesmo ao relento. Chore a derrota da batalha, com o sabor de sangue na boca fervendo do anseio por vencer a guerra, sem amargar o deboche de quem cobiça. Deseje, sonhe, planeje e construa seu caminho até o infinito dos seus almejos.

Mente e coração à serviço da vida. Assim como no princípio de tudo.

Um aperto auricular, malucos!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Da lama nasce a flor de lotus....


Saudações alzheimerianas, deambulandos!

Recentemente tivemos um grande feito. Um dos piores comparsas daqui recebeu alta. Internado pela curiosa mania de montar quebra-cabeças, a ponto de parar toda a própria vida em prol do insano objetivo de montar um quebra-cabeças de 20000 peças. Cego em seus ideais, desenvolveu crises fortes de stress que culminaram na sua internação. Era barulhento, inquieto. Mas mantê-lo sedado era ir contra o respeito à vida. Quando acordou, ele reencontrou teu maior objetivo de vida - seu velho e longo passatempo. Meses a fio, colocando peça por peça, ele nunca mais manifestou nenhuma crise. E no dia fatídico anterior a este, ele concluiu a epopéia dos próprios sonhos. Foi reavaliado e considerado apto à voltar pra casa. Vinte e dois anos depois, alguns dias muito felizes com seus maiores amores, e no despertar da última aurora, ele faleceu. Estava deitado, com a rima do sorriso estirada, rodeado de suas obras primas em quebra cabeças, na sala de estar da sua casa.

Isto realmente me foi um grande aprendizado.

Parece triste, eu entendo. Mas não foi. Inúmeros abandonam os próprios sonhos por caminhos mais simplórios, pois os obstáculos são incontáveis e quase incontornáveis. As vezes é preciso que o vento desgaste as grandes rochas para que pouco a pouco tornem-se menores. Quando diminuem, as brisas levam as chuvas às terras inóspitas, e fertilizam o solo.

"Carpe diem" parece uma grande idéia. Para os autores arcaicos, talves. A era contemporânea já deveria ter corrigido este erro, e muito não se deram conta de que é um erro. Muito simples trabalhar duro o dia inteiro para gastar tudo à revelia descontrolada. Ou fazer sexo da melhor maneira possível sem pensar em engravidar um dia. Sentir tudo e todos na própria pele antes que a luz de seus olhos se apague para sempre. Fazer tudo sem pensar em nada.

Quando se colocam pedras empilhadas, se edifica um monte de pedras. Se empilhar, é um feito teu, e ninguém tira. Só você sabe o esforço que gastou para atingir esta meta. As pessoas tem o mau hábito de andar em círculos por velhas estradas já gastas de andança, retornando o caminho, quando chegam no fim da linha, como se todas as estradas da vida ja estivessem construídas.

Cada um de nós é parte deste épico alexandrino, contado desde o começo dos tempos até hoje. O quanto ja se foi descoberto, ainda pode-se desvendar. Aqueles que edificaram seus feitos, gravaram em letras garrafais seus nomes na história. Não por serem reis, ou rainhas, ou qualquer casta social atingível ou não. Acima de qualquer classificação, por serem heróis.

Se lhe falta força pra se reerguer do tombo, se bate a descrença de construir uma nova estrada quando esta se acabara um dia, falta coragem para dizer adeus e partir para uma nova aventura, se as lágrimas lhe fogem ao controle todos os dias diante da derrota da batalha, se o caminho mais simples lhe atenta a vontade - enfim - se fraqueja diante do teu destino, és um tolo qualquer, que passará invisível pela tua própria vida.

Finais felizes advém de grandes conquistas. Elas cravam fundo no solo a tua marca. Atravessam tempos de vidas inteiras sendo honrosamente lembradas. Tudo exatamente por terem dentro de si a vontade de construir, a coragem para tentar, a sabedoria para caminhar, a força para perseverar, a grandeza de voar até seus sonhos e a glória de chorar quando os abraça.

Pense ou pereça. E honestamente, não acho que tens muita escolha.

Ja diria um monge tibetano amigo meu, já em pleno nirvana - Om mani padme hung (da lama, nascerá a flor de lotus). É hora de começar seu quebra cabeça!

Um abraço dentário, insanos!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Para quem não tem medo do escuro...


Saudações lisencéfalas, cosmonautas!

Estava eu na noite derradeira a contar comprimidos de lexotan para dar sono, quando fui brutalmente interrompido pela indelicadeza de uma linda garota delirando após injeções de heroína. A adicta entrou em overdose, teve uma grave lesão cerebral e ficou demente. Sim, demente, vejetativa. O dia inteiro babando, com reflexos lentos, inatividade intelectual. Tinha seus vinte e poucos anos, universitária exemplar, à beira de formar, quase contratada por uma multinacional, olhos azul esverdeados como folhagens na primavera, pele rósea amorenada de sol, cabelos negros, lisos, feições físicas impecáveis...tornara-se uma de nós em menos de 24 horas.

Comecei então a raciocinar sobre o que levaria a culminar naquela tragédia de maneira calculista, obviamente.

É como se a vida coubesse em uma noitada. Sair da rotina é necessário, mas sair do estado de normalidade intelectual é sempre catastrófico. Mas porque em uma noite, faz-se tão necessário tanto desespero?

Minha avó, dona Júlia, assim como seu marido citado em outra ocasião, analfabeta, mas dentro da tua imensa humildade, uma grande filósofa pós-socrática, dizia: "Escuro é ausência de luz, ou de predicados para viver iluminado" (por gentileza, aplausos para a minha avó...). Acho que jamais eu teria notado um momento de tamanha ascendência cultural em toda a minha vida. E acredite, ela estapeou feio milhões de pessoas em cada um dos seus átomos até o conjunto dos seus tecidos, na melhor das intenções.

Lembra daquele amigo que te liga todo fim de semana pra você buscar ele pra boate, que enche a cara e vomita no seu carro, que pega a mina que você tava a fim e sequer lembrou de você quando sua mãe morreu?

Lembra daquele companheirão que enfia cerveja em você até sair pelos ouvidos, te larga bêbado num ponto de ônibus e ainda tira onda coma sua cara na frente da galera?

Lembra daquela amiga piranha, cheia de amigas piranhas que bebem uisque por sua conta, gastam uma nota em energético, e no final da noite, ela vomita na sua calça nova tentando abrir teu ziper pra amanha sair e nem olhar na sua cara?

Em suma, lembra de qualquer verme nojento que só aparece depois das 18:00 pra sugar sua vida e a sua energia em prol de se satisfazer e te chutar?

Às luzes da parasitologia e da minha avó, eu chamo de "parasita". Uma relação entre seres vivos em que um se dá bem (o parasita) e o outro dança (o hospedeiro). Se você sempre dança, leia atentamente. Se você sempre se dá bem, leia também, e descubra se és parte da escória da humanidade.

Caminhando pelos anais do hospício, à respirar ar fresco, caminhar, ler livros, estudar, tomar cafés, conversar com os colegas, era um hábito diurno, e que fazia muito bem. Quando eu vivia a noite, eu não tinha energia. Ela sempre ficava na noite anterior, dividida pelos corpos dos parasitas.

Longe de mim proibir que a noite exista. Ela precisa existir, mas de maneira enérgica, viva, lúcida e emocionantemente divertida. Dentro de percepções irreais iniciadas na crosta de um comprimido, ou ácido, na agulha da seringa, gargalo da garrafa ou ponta do fumo, a vida passa rápido, imperceptível, anestésica, seguida da mais álgica das ressacas. Isto não é vida, é morte. Basta que os olhos se ceguem para a verdade, até que se fechem pela dissipação total da energia da vida.

A vida se inicia pela luz. E termina na ausência dela. Aquilo que se inicia na escuridão não pode viver fora dela, ou não é boa o sufuciente para se mostrar à luz sem sublimar derretido no ar. Basta escurecer, e todos os monstros ressurgem, até o romper da alvorada. Aqueles que ficam para ver a luz, jamais saem dela, pois percebem ser melhor do que viver no escuro.

Portando, acorde cedo, caminhe, vá à feira, dê bom dia a quem te ama, um abraço a quem te odeia, tome um bom café da manha, trabalhe com alegria e em paz, almoce para nutrir teu corpo e te dar prazer, não pensando em emagrecer ou em como chegar no trabalho em 10 minutos, descanse depois do serviço, pratique um bom esporte, faça amor bem gostoso com sua namorada, leve-a para um jantar aconhegante, ou à praça para tomar um sorvete, dê um trago saboroso na sua bebida favorita sem se embebedar e durma relaxado.

A vida noturna termina com a explosão do calor do sol nos nossos corpos, recarregando as baterias da alma. A vida iluminada atravessa atrozmente a noite, e nos leva à lembranças alegres fotografadas nos nossos corações, a cada despertar a aurora, por toda a vida.

É...a vovó sabe viver...

Um beijo coronário, cavalheiros!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Sorria! Você está na merda!


Saudações anencéfalas, companheiros!!

Como bom anormal que sou, também dou meus tiros em direção às mulheres. Uma recém chegada aqui no recinto se mostrou aos meus olhos uma senhorita muito atraente. Por questões éticas e possessivas, não descreverei detalhes maiores. Marcamos um encontro na fonte em frente do pavilhão 9. Levei umas flores de quaresmeira (infelizmente não consegui aval do médico para comprar rosas na floricultura em frente), e ficamos a prosear, enquanto tomávamos um relaxante coquetel de ansiolíticos e neurolépticos. Ela me contava que seu antigo noivo tinha o estranho hálito de gambá podre ferventado em chorume com seiva de seringueira (puts, que doida!), e que um dia faleceu. Causa mortis - Cancer bucal. Então ela teve um forte abalo emocional, e eis que veio parar num sanatório a namorilar a minha pessoa (com dentes muito saudáveis!).

Aquilo me foi alavancante, é claro.

Em geral, as cavidades do corpo não são lá os lugares mais limpos do mundo. Mas via de regra, nos julgamos saudáveis em função de uma mera ausência de sintomas. Dado este imenso descuido com a saúde, inerente aos homens (boa parte dos pacientes que frequentam ao consultório médico ou odontológico regularmente são mulheres), cuidado senhoritas! Venho hoje alertálas para alguns bons motivos para pensar duas vezes antes de se envolver com um homem, a julgar pelas suas cavidades, em especial nesta sessão, a bucal.

Motivo número 1: (e não mais importante por isso...)



Isto chama-se Noma. Esta é uma infecção odontológica assintomática, decorrente de má higiene, complicações infecciosas, incompetencia imunológica diante de tipos específicos de bactéria, destrói toda a mucosa bucal, bochecha, nariz, olhos e todas as estruturas do crânio facial, e começa de dentro pra fora, logo, inicialmente ela não pode ser vista, como na foto. Que tal, mademosélles?

Motivo número 2 (que tal um plasil?)



Isto é um abscesso dentoalveolar. Ele surge de um dente inocente, acometido por cárie (uma doença infecto-contagiosa como qualquer outra), e por um bom tempo permanece sem tratamento, por não apresentar nenhum sintoma. De repente, começa uma dor insuportável, sua cara começa a inchare você tem de arrancar uns 4 dentes que ja estão ferrados juntos com aquele primeiro, além de drenar esse inchaço. Sabe o que tem neste inchaço?



Isto. Mas calma, ainda tem mais!

Motivo número 3:



Este é o Ameloblastoma, um tumor benigno de origem dos tecidos dentários. Destrói completamente os ossos bucais com 2 anos de evolução. Tratamento? Arrancar o osso envolvido (maxilectomia ou mandibulectiomia) e dar um jeito de reconstruir de alguma maneira, o que acaba sendo bem difícil. Altamente mutilante e agressivo. Isso tudo é porque é benigno.

Motivo número 4:



Esta lesão é endurecida, não dolorosa, porém é perigosa. É um sinal de sífilis, aquela famosa DST. Caso encontre uma dessas, questione-se sobre a fidelidade do seu conjuge, pois quem adquire sífilis, normalmente, possui uma vida sexual promíscua com tipos sexuais bem pouco limpos. ah, e lembre-se de procurar um médico, pode ser que tenha contraído a doença, como um presente de casamento!

Motivo número 5:



Um tipo agressivo de gengivite. Esta parece ser sem graça né? Mas na bordinha dos dentes, a gengiva está necrosada. Sim, necrosada, morta. Logo, tem cheiro e gosto de coisa morta, exemplo, um cadáver exumado. Decorrente de associações bacterianas em um paciente com resistência baixa. Tratamento com antibióticos e antissépticos orais durante 15 dias. E o cheirinho...huuum!

Motivo número 6:



Esta quem causa é um fungo. Chama-se histplasmose. Esta dói e coça. Uma boa coçada durante um beijo e catapimba! você é mais uma vitma de histoplasmose! O tratamento é de ordem médica, incluindo medicação hospitalar sob internação por um bom tempo.

Ultimo motivo:



Este é um melanoma maligno. um câncer. Mata em 6 meses. Não se envolva com ele, pois pode se tornar viúva muito rápido.

Conselho de um profissional - procure seu dentista e seu médico de 6 em 6 meses para evitar aborrecimentos.

Conselho de amigo - abra a boca do seu namorado antes de beijá-la e veja muito bem quem é ele.

Conselho de louco - beija! O que importa é ser feliz! Indiferente ser quem quer que seja, doente ou saudável!

Um beijo hepático malucos!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Nanotecnologia à serviço da psicologia masculina?!


Saudações encefalopático-espongiformes, viajantes!

Acreditem ou não, houve festa junina neste recinto. Fogueiras, pescaria, tiro ao alvo, pipoca, pamonha e quase tudo que uma festa convencional precisaria ter (não houve quentão, ou haveria interação medicamentosa com os nossos psicotrópicos). E é claro, não poderia faltar o correio elegante. Um comparsa psicótico tinha medo da técnica em enfermagem do 4° andar. Ele achava que ela era apaixonada por ele e que ia matá-lo por isso. A fim de ajudá-lo, um colega enviou um correio à ela, assinado por ele. Obviamente, ela nem leu, afinal, quem ia ler um correio elegante de um louco né...em sinal de despeito, ele disse: "ela ta me olhando...socorro!!"

Aquilo me pareceu bem intrigante, para variar.

O ego masculino é a maior das feridas do homem. Ele começa no pênis e termina no ânus. Se não for flatulante, peludo, cheirando a macaco e deselegante, sua posição passa a ser questionável (exageros à parte, é claro).

Mas o que me veio à mente é a capacidade que a testosterona tem de transviar o cérebro. Ou a falta dela. Despeito é um problema sério.

Baseado apenas na dimensão peniana, dá pra pensar em alguns perfis mentais.

Tem o PILILICO I, rebelde sem causa. Opta por esculachar antes de ser esculachado pelo próprio tamanho é um hábito. Chutar antes de ser chutado. E a julgar pelo pouco volume pré-escrotal, comer antes de ser comido. Ele sai de casa para morar com a avó, porque só ela o compreende, assim como a pinça (os dedos poderiam esmagá-lo facilmente).

O PILILICO II, mitomaníaco. Todas as mulheres o cobiçam, transam loucamente com ele (honestamente, não me pergunte como), querem beijá-lo, namorar com ele, mas tudo na cabeça dele (de cima, é óbvio). Ele mija do seu lado, sentado, e fala que o dele é grande pra caralho, e custa à esconder a vergonha, para manter viva a própria imaginação. Mas sempre foi assim. Aquilo que não se enxerga, imagina.

O PILILICO III, exbicionista. Malha até os músculos da expressão facial na academia, tem um golf top de linha rebaixado com rodas de liga leve estilizadas e um sonzão de milhares de decibéis by Abelvoks ou Abelbeetle, cheio de menininhas recém-menarca espalhadas pelo carro em meio as garrafas de Jhonny Walker. Vai com todas pro motel, elas dormem, e no outro dia ele comeu todas, dado que elas não vão lembrar de nada mesmo. Eu daria meu olho para uma delas lembrar se ela viu alguma coisa debaixo da bola de meia que estava nesta calça. Quem não tem pinto, faz história contando dinheiro.

O PILILICO IV...enfim...

Eu poderia falar por muito tempo disso. De bilauzinhos à saquinhos, tudo é uma só escara e das doloridas. Se toda essa confusão acontece no começo da ferida, pensem no final dela, ou seja, o ânus. É quase um viva ao câncer de próstata. Ali, meus amigos, ninguém tasca.

No final, são fracos. E tem como hobbie se esconder do mundo atrás da própria burrice, pela falta de um nanoscópio para enxergar aquilo que tanto tenta masturbar e não alcança. Uma pena que o pensar ainda não lhes atingiu no ponto em que deveria ser mudado.

É realmente complicado o trauma de ter o sexo confundido no ultrassom, do médico não conseguir entender o que viu quando realizou o parto e olhou aquela organela sexual, e ainda por cima ter que fazer DNA pra confirmar o próprio sexo.

Como uma analogia à fraqueza, tenha o dito como um alerta. A seleção natural já disse, os fracos não sobrevivem. E os picoscópicos que me perdoem, mas aqueles cuja dimensão peniana é da ordem abaixo do "nano" (0,0000000001) padecerão. É preciso comprimento para alcançar uma zona ginecológica fértil de maneira natural, isto é, com uma ereção de verdade através de um canal vaginal, que por sinal, tem lá seus CENTÍMETROS, não NANÔMETROS.

Ser forte. É o que se precisa pra sobreviver. E isto está longe do púbis.

Um beijo pancreático, caminhoneiros!