quarta-feira, 15 de abril de 2009

Um saber desnecessário.


Saudações psicopáticas, ordinários!

Um dia diferente atípico demais para o universo de um maluco. Sob supervisão médica, fui liberado a visitar minha querida avó filósofa, já em seu leito de morte, e aniversariando. Do cheiro da casa até a cadeira de balanço no quintal, tudo flavoriza história. Inclusive, dos meus vinte e poucos anos. Depois da velhinha dar uns bons tragos do seu cachimbo, ela se sentiu feliz, leve, viva de novo. E como não haveria de ser diferente, as mãos do destino a levaram poucos minutos depois. Antes de partir, ela solta mais um de seus doces pensamentos: "Tanto tempo respirando ar puro, e justo a fumaça que evitei me entregou a paz de volta..."

Isso foi explêndido aos meus olhos.

A implacabilidade do tempo derrota-nos dia a dia, e passamos uma grandiosa parcela da vida prolongando nossas unidades temporais. Diga não às drogas e inúmeras tantas campanhas publicitárias lavam os cérebros contra aquilo que vamos inexoravelmente ao encontro - a morte. Então de que serve uma vida santa, purificada e limpa, se até na hora da morte, nossa senhora roga pelos pecadores, se arrependidos de coração? Talvez até o amor sendo um vício, seria mal visto. E mesmo assim, antes fosse um vício, mas não é. Há quem diga que se o estupro é inevitável, relaxa e goza. Mas não há gozo sem libido. O que nos é empurrado goela abaixo, é asqueiroso, causa náuseas.

Conselho - a vida não é um mistério, é uma unidade de tempo. Não há o que pensar. Quanto mais pensamos, mais vidas se perdem buscando respostas.

Um aperto de ouvido, estranhos!

3 comentários:

Guilherme Bonnet disse...

Continue e continue nobre companheiro.

Fita-Cassete disse...

Escritores, escritores, com suas cervejas e seu intelecto.

J. G O M I D E disse...

Véi, parou de escrever pq?